Foodtech que combate desperdício de alimentos prevê faturar R$ 72 milhões.

Presente em 85 cidades e 7 capitais do país, a Food To Save projeta faturar R$ 72 milhões em 2024. O aplicativo atua contra o desperdício de alimentos e já salvou 2.300 toneladas de alimentos. Até o final deste ano, a meta é salvar mais de 4 mil toneladas. Para isso, a plataforma conecta clientes a lojas e restaurantes que possuem alimentos para consumo imediato, com até 70% de desconto. A startup soma mais de 3 milhões de downloads e 3.500 estabelecimentos cadastrados, como Cacau Show, Casa Bauducco, Havanna e Rei do Mate. Também integram o aplicativo redes de supermercados como Hortifruti, Natural da Terra, Hirota, Angeloni, Supernosso e Zona Azul.

Expansão

  “Para 2024, pretendemos triplicar de tamanho. No ano passado, fizemos uma captação de R$ 14 milhões e trouxemos investidores estratégicos para o modelo, pessoas que já vem do mercado de food service e do mercado de retail para endossar ainda mais nossa tese. Já começamos o primeiro semestre chegando ao Sul e estamos reforçando nossa presença no Centro-Oeste do país. Além disso, a ideia é que a gente cubra as principais capitais até o fim do ano”, ressalta Lucas Infante, CEO e cofundador da Food To Save.

Fonte: Giro News

Câmara de SL proíbe uso de grampos metálicos para lacrar embalagens de alimentos entregues por delivery

O PL foi promulgado nessa segunda-feira (15). Ao invés dos grampos, os estabelecimentos terão 3 meses para passar a usar fitas adesivas.

Câmara de SL proíbe uso de grampos metálicos para lacrar embalagens de alimentos entregues por delivery — Foto: Reprodução/ Site e.dona

Câmara de SL proíbe uso de grampos metálicos para lacrar embalagens de alimentos entregues por delivery — Foto: Reprodução/ Site e.dona

A Câmara Municipal de São Luís aprovou o Projeto de Lei (PL) que proíbe o uso de grampos de metal ou ferro para lacrar embalagens de alimentos entregues por delivery. No lugar dos grampos, deverá ser usada uma fita adesiva para fechar a embalagem. O PL foi promulgado nessa segunda-feira (15).

A vereadora Fátima Araújo, autora do projeto, alegou que a importância desta medida seria para evitar “a contaminação física dos produtos alimentícios, por meio do contato com corpos estranhos vinculados à embalagem do produto”.

Por g1 MA — São Luís

Associação da indústria de alimentos anuncia R$ 120 bilhões de investimentos no setor até 2026.

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) vai investir R$ 120 bilhões no setor industrial alimentício do país até 2026.Playvolume

Do montante, R$ 75 bilhões serão destinados à ampliação e modernização de fábricas e o restante, R$ 45 bilhões, para pesquisa de desenvolvimento e inovação na área.

O anuncio aconteceu em uma reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, na terça-feira (16).

Segundo Alckmin, os aportes da Abia estão alinhados com os programas federais “Brasil Mais Produtivo” e “Depreciação Acelerada”, que também tem como objetivo impulsionar a produtividade da indústria brasileira.

Na ocasião, o vice-presidente explicou a necessidade de se investir no setor pelo seu forte crescimento no país.

“O Brasil é o maior exportador de alimento industrial de todo o mundo. (…) Como é um setor que está crescendo, diminuiu a ociosidade na indústria e vai ter que investir. Você estimula a renovação de máquinas e equipamentos para diminuir o “custo Brasil”, melhorar a produtividade, competitividade, descarbonização e eficiência energética”, afirmou o ministro.

Indústria de alimentos

Ainda na reunião, Alckmin pontuou como os programas federais têm auxiliado a indústria em diferentes segmentos.

De acordo com o vice-presidente, o “Brasil Mais Produtivo” – realizado em parceria com a ABDI, BNDES, Senai, Sebrae, Finep e Embrapii – destinou R$ 2 bilhões para atender micro, pequena e média empresa.

Segundo Alckmin, essas empresas representam 94% da indústria de alimentos.

O Ministério do Desenvolvimento cita que, no ano passado, o setor registrou o melhor desempenho e a maior capacidade instalada dos últimos 10 anos.

No primeiro semestre de 2024, a atividade alcançou US$ 32,2 bilhões em exportação de alimentos industrializados, um crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a Associação, as indústrias brasileiras de alimentos e bebidas congregam 41 mil empresas que processam 61% de tudo o que é produzido no campo — 273 milhões de toneladas de alimentos por ano — e representam 10,8% do PIB do país.

Fonte: CNN

Cinco razões que justificam você pensar melhor sobre as embalagens do seu açougue e o que deve levar em consideração na hora da escolha.

Ao longo da história, a embalagem desempenhou um papel crucial no avanço do comércio e no crescimento urbano. Inicialmente, suas funções eram proteger, facilitar o transporte e preservar os produtos. Com a evolução da sociedade e das atividades econômicas, a embalagem passou a desempenhar novos papéis, como conservar, expor, vender os produtos e, por fim, atrair o consumidor por meio de um design atraente e comunicativo.

Com certeza você já deve ter pensando em como a embalagem pode influenciar nas atitudes de compra dos seus clientes, mas neste artigo iremos explorar as principais razões que vão te convencer a repensar sobre as suas embalagens de carne e o que você deve considerar ao fazer a escolha das mesmas.

Lembre-se: A embalagem é o veículo que permite a carne chegar ao consumidor e pode ser um vendedor “silencioso” do seu açougue.

5 razões que justificam pensar melhor sobre embalagens para a carne e o que você deve levar em consideração dentro do seu açougue

A primeira impressão é a que fica…


Oscar Wilde já dizia “Nunca há uma segunda chance para causar uma boa primeira impressão.”

A embalagem é o primeiro contato do cliente com a aquisição. Afinal, é a partir dela que os consumidores formam suas opiniões e decidem se querem ou não continuar a explorar o que a loja tem a oferecer.

Vejam só o exemplo a seguir:

5 razões que justificam pensar melhor sobre embalagens para a carne e o que você deve levar em consideração dentro do seu açougue

Conseguem perceber como a embalagem foi capaz de destacar o pedaço de carne? Deixou-o em evidência, atribuiu um novo formato com efeito marcante e destacou a cor e qualidade da carne.

Ou essa:

5 razões que justificam pensar melhor sobre embalagens para a carne e o que você deve levar em consideração dentro do seu açougue

Carne com um aspecto bonito, sem acúmulo e extravazamento de líquidos. O consumidor está de olho nisso!

Segundo a pesquisa de Two Sides Brasil, as embalagens influenciam a decisão de compra, com maior ou menor frequência, em 99% dos casos. Para 32%, esta influência é constante e, para 41,75%, é frequente.

Já o Point of Purchase Advertising International (Popai) concluiu que 81% das decisões de compra são tomadas no ponto de venda, sendo a embalagem mediadora desse processo.

Confirmando esses dados, uma pesquisa divulgada pela multinacional Mead Westvaco, realizada em cinco países de três continentes, apontou o consumidor brasileiro como o “mais influenciado pela embalagem”. Dos entrevistados no Brasil, 52% afirmaram que a embalagem é muito ou extremamente importante para sua decisão, e 51% revelaram já ter comprado novos produtos por causa da embalagem.

Apesar disso, muitos donos de açougue acreditam que para o varejo de carnes esses dados não se aplicam. Que no caso da comercialização da carne, a embalagem não fará tanta diferença…

É essa mentalidade que precisamos mudar!

Mais tempo na prateleira

Se o seu produto permanecer mais tempo no ponto de venda, bem apresentado e dentro do prazo de validade, o consumidor também terá mais tempo para comprá-lo. Logo, seu desperdício diminui e suas vendas aumentam.

Afinal de contas, não existe nada pior do que investir em produtos de boa qualidade, na melhoria dos processos e no treinamento da mão de obra se depois perceber que o tipo de armazenamento escolhido não foi dos melhores e, por isso, a vida útil do alimento acabou diminuindo.

Esse é um diferencial importante em açougues que desossam, visto que o tempo de validade das carcaças e dos produtos em bandejas de isopor é extremamente curto.

5 razões que justificam pensar melhor sobre embalagens para a carne e o que você deve levar em consideração dentro do seu açougue

Novas formas de vendas


Ao embalar o produto, você poderá vendê-lo em um novo formato, mais bonito e atrativo, em vez de simplesmente expor as carnes em gancheiras nos balcões. As embalagens oferecem a chance de criar uma apresentação mais elaborada e atraente. Essa abordagem além de valorizar os produtos aos olhos dos consumidores, aumenta a percepção de valor agregado.

Isso requer poucas mudanças na estrutura do seu açougue e te trará mais lucro.

5 razões que justificam pensar melhor sobre embalagens para a carne e o que você deve levar em consideração dentro do seu açougue

Fidelize o seu consumidor


Será que o seu cliente sabe exatamente o que está comprando no seu açougue?

Muitas vezes, ao pedir o patinho moido ao açougueiro, o consumidor nem sempre sabe a procedência ou pergunta de qual marca está comprando. Por isso, fornecer o seu produto já porcionado e colocá-lo diretamente na gôndola para vender com a sua marca é um meio de fixar a sua identidade na mente do seu consumidor. Afinal, sua marca será exibida na embalagem, reforçando a lembrança do seu açougue, aumentando assim a probabilidade de retorno e recomendação para amigos e familiares.

Além de tudo isso, ao fornecer informações claras e transparentes sobre os produtos na embalagem, você oferece mais segurança e confiança aos clientes, o que é fundamental para construir uma base de clientes fiéis.

5 razões que justificam pensar melhor sobre embalagens para a carne e o que você deve levar em consideração dentro do seu açougue

Transmita mensagens

Qualquer embalagem constitui também uma fonte importante de informações e de mensagens relevantes para os clientes. Se eles lembrarem que você o ajuda a resolver pequenos problemas no dia a dia, garantindo praticidade e perda de tempo certamente sua marca ficará na mente deles.

5 razões que justificam pensar melhor sobre embalagens para a carne e o que você deve levar em consideração dentro do seu açougue

Visto tudo isso, apesar de existirem tantas pesquisas, dados e referências sobre a importância das embalagens por que será que os açougues não tem dado a devida importância?

Não estou dizendo que é simples! Melhores embalagens envolvem custos mais altos…

Mas o ponto é: você tem no mínimo dado atenção a isso e estudado formas de melhorar as suas embalagens o mais rápido possível?

Se eu fosse você não engavetaria esse assunto! Seu público tem se tornando cada vez mais exigente e está reparando atentamente nos detalhes!

Mas já que a embalagem é tão importante, como devo embalar meus produtos?


Para embalar a carne existem 3 tipos de máquinas que atendem a diferentes tipos de necessidades no mercado de carnes.

São elas:

· Termoformadora;

· Seladora de bandeja (termoseladora);

· Máquina de câmara a vácuo.

Se sua intenção é embalar diariamente grandes lotes de um produto, e no menor tempo possível, recomenda-se a termoformadora

Confira as vantagens:


• Flexibilidade para produzir designs de embalagens personalizados;
• Capacidade de produção elevada e custo otimizado da embalagem;
• O seu produto está protegido da melhor maneira possível;
• Apresentação da mercadoria de forma atrativa e higiênica.


1. O material da embalagem é fornecido em bobinas;
2. O filme inferior é aquecido e o ar comprimido empurra o filme contra o molde para formar as cavidades. Estas são abastecidas com produto e seladas ao filme superior no molde de selagem, numa atmosfera aeróbia, a vácuo ou modificada;
3. As embalagens acabadas são descarregadas depois de serem cortadas.


Se você procura flexibilidade no abastecimento das embalagens e diferentes tamanhos, a melhor solução
é: seladora de bandeja

Cinco razões que justificam você pensar melhor sobre as embalagens do seu açougue e o que deve levar em consideração na hora da escolha


As seladoras de bandeja podem ser abastecidas antecipadamente, o que torna o processo mais flexível.
Isso pode ser adequado a produtos que necessitem de um maior grau de “acabamento manual” ou quando
se pretende embalar vários produtos em conjunto.
As vantagens são:


• Oferecer flexibilidade a baixo custo, graças à possibilidade de mudar rapidamente a forma e o tamanho das embalagens, o que as torna igualmente vantajosas do ponto de vista econômico (nos casos de menores volumes);
• Poder embalar em materiais preparados para ir ao forno e ao micro-ondas, tais como folha de
metal e plásticos adequados.


1. As bandejas pré-produzidas são abastecidas na máquina ou fora dela e cobertas com filme no molde de selagem, onde são seladas numa atmosfera aeróbia, a vácuo ou modificada;
2. As embalagens acabadas saem da máquina depois de seladas e cortadas.


Se você procura variedade. A melhor solução é: máquina de câmara a vácuo

Cinco razões que justificam você pensar melhor sobre as embalagens do seu açougue e o que deve levar em consideração na hora da escolha


Existem muitos produtos de diferentes tamanhos na sua empresa e você pretende embalá-los de forma não só atrativa, mas também eficiente? Então, a máquina de câmara a vácuo é a ideal para o seu caso. Flexíveis e com um custo de investimento bem acessível para quem está começando, as máquinas de câmara a vácuo podem ser úteis para embalar diversos tipos de produtos.


Seu tamanho permite que seja usada em pequenos espaços e seu fácil manuseio permite selar sacos a vácuo (retirando todo o ar) ou com atmosfera modificada (com gás dentro da embalagem para conservar o produto por mais tempo).

Após considerar as principais razões para repensar a abordagem em relação às suas embalagens de carne e conhecer um pouco sobre as máquinas embaladoras de carne, lembre-se da importância de escolher fornecedores confiáveis para fornecer as soluções ideais para o seu açougue.

Texto retirado do Blog Território da Carne

Anvisa publica segunda versão do guia para determinação de prazos de validade de alimentos.

AAgência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibilizou, um novo guia abrangente para orientar a determinação dos prazos de validade de alimentos comercializados no Brasil. Este documento, que entra em vigor imediatamente, visa aprimorar os padrões de segurança alimentar e foi desenvolvido com base em referências internacionais reconhecidas.

O guia estabelece diretrizes fundamentadas nas melhores práticas regulatórias, incluindo contribuições de autoridades da Austrália, Nova Zelândia e da Aliança Internacional de Associações de Alimentos e/ou Suplementos Dietéticos (International Alliance of Dietary/Food Supplements Associations – IADSA). Além disso, incorpora tecnologias de conservação recomendadas pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (European Food Safety Authority – EFSA).

Esta segunda versão do guia foi cuidadosamente revisada para atualizar terminologias, aprimorar metodologias e incorporar feedbacks da sociedade e de especialistas, recebidos durante o primeiro período de consulta pública.

Dividido basicamente em duas partes, o documento explica conceitos teóricos sobre as alterações que afetam alimentos e apresenta métodos e protocolos para determinar seus prazos de validade.

As orientações contidas no guia ficarão disponíveis para contribuições por 180 dias. Para participar, basta acessar o link http://pesquisa.anvisa.gov.br/index.php/116479?lang=pt-BR e enviar suas sugestões até o final do período estabelecido.

Confira o guia na íntegra 

https://antigo.anvisa.gov.br/guias#/visualizar/521545

Qual o risco do aumento de vendas do leite cru nos EUA?

Os especialistas pedem aos consumidores de leite cru que considerem os riscos.

Leite cru é a tendência mais recente dos americanos de viver no limite, sobre a qual os influenciadores não param de falar. Ao contrário do produto de supermercado que é aquecido para matar bactérias nocivas em um processo conhecido como pasteurização, o leite cru permanece inalterado depois de sair do úbere da vaca.

Com notas herbáceas e textura cremosa, para muitos o leite cru traz um gosto idílico do campo, vivendo em tempos mais simples, quando o padrão era o do celeiro à mesa. No entanto, especialistas em segurança alimentar alertam que o consumo de leite cru traz o risco de ingestão de patógenos como E.coli, salmonela e, mais recentemente, exposição à gripe aviária que tem infectado o gado nos Estados Unidos  (EUA).

É preciso abrir um breve parênteses aqui sobre a questão da disseminação desse tipo de ideia em terras americanas e brasileiras, já que lá culturalmente e até legalmente há uma liberdade imensa de se propagar qualquer tipo de ideia por mais absurda que pareça e é por essa razão que tantas correntes, muitas vezes bizarras surgem na terra do tio Sam. Outro ponto para equalizar a comparação na mente do leitor é que o nível técnico das fazendas americanas é substancialmente melhor do que a grande massa brasileira e, portanto, o risco microbiológico também é diferente nesta comparação.

A nova ameaça não prejudicou a crescente popularidade da bebida – até deixou alguns aventureiros mais ansiosos para consumir o leite cru. Mas o que a ciência diz sobre os impactos do leite cru na saúde humana? 

Gripe aviária alimenta febre do leite cru

Embora o interesse tenha aumentado recentemente, o leite cru está de volta há algum tempo nos EUA. Décadas de restrições estaduais e uma proibição federal em 1987 de vender leite cru através das fronteiras estaduais limitaram o consumo principalmente às pessoas que vivem em comunidades agrícolas. Hoje, porém, o leite que não passou pelo tratamento de calor – leite cru – está mais popular do que era desde que a pasteurização se tornou o padrão ouro para a segurança dos laticínios em meados do século passado.

As vendas de leite cru aumentaram 21% desde que a gripe aviária foi detectada pela primeira vez no gado dos EUA em março e aumentaram 65% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a NielsenIQ.

Muitos defensores do leite cru apontam para a falta de evidências de que um ser humano possa contrair o vírus ao beber leite de vaca. Para alguns, a gripe aviária torna-o mais atrativo: o produtor de laticínios Mark McAfee, fundador do Raw Milk Institute, relatou um aumento na demanda entre os clientes que acreditam que o consumo de leite cru poderia dar imunidade à gripe aviária.

Entretanto, um recente estudo feito por pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison e do Laboratório de Diagnóstico Médico Veterinário Texas A&M, publicado no New England Journal of Medicine, indicou que o leite cru contaminado com o vírus da gripe aviária (H5N1), sem passar pelo processo de pasteurização, pode transmitir a doença para ratos, sugerindo que o consumo de leite cru não é seguro para humanos.

O renascimento do leite cru

O aumento no interesse pelo leite cru começou no início dos anos 2000, pelos moradores urbanos da nova era que escovam os dentes com carvão e pagam voluntariamente a mais por qualquer coisa que contenha a palavra “artesanal”. Foi vendido na Whole Foods, grande rede varejista americana, pelo menos até 2010.

Recentemente, a oposição às restrições à venda de leite cru tornou-se uma cruzada cultural para alguns conservadores, que acreditam que os especialistas em saúde estão exagerando sobre os riscos.  Alguns defensores elogiam os seus supostos benefícios para o sistema imunológico e o bioma intestinal.

Mas os especialistas dizem que pense duas vezes

Especialistas em segurança alimentar alertam que o leite cru é arriscado: Alex O’Briend, do Center of Dairy Research, comparou isso a “jogar roleta russa com sua saúde”, de acordo com a NBC Bay Area .

O CDC afirma que 2.645 pessoas adoeceram e 228 foram hospitalizadas em surtos ligados ao leite cru entre 1998 e 2018. As áreas onde a venda de leite cru era legal sofreram 3,2 vezes mais surtos do que locais onde era proibido.

Embora poucas mortes tenham sido registradas, a Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador da indústria alimentar e farmacêutica nos EUA, adverte que os sintomas de intoxicação alimentar associados ao leite cru podem variar desde diarreia a eventos potencialmente fatais, como um acidente vascular cerebral.

A propagação da gripe aviária entre o gado, que atualmente é extremamente rara, mas potencialmente mortal para os seres humanos, pode aumentar os riscos. Até agora, a gripe aviária foi detectada em 49 rebanhos de vacas em nove estados, com fragmentos mortos do vírus (que a FDA diz serem inofensivos) encontrados no leite pasteurizado. Embora não haja certeza se as pessoas podem contraí-lo bebendo leite cru, a ingestão do vírus vivo aumenta as chances de que ele evolua e passe de mamífero para mamífero.

Especialistas também questionam os supostos benefícios à saúde do leite cru. Pesquisadores da UC Davis não encontraram muitas bactérias benéficas em amostras de leite cru, mas descobriram que o leite cru armazenado à temperatura ambiente é um terreno fértil para micróbios resistentes a antibióticos que podem representar um risco para a saúde humana.

A FDA compilou estudos que desmentem mitos associados ao consumo de leite cru, não pasteurizado. É uma revisão bibliográfica que mostra que o leite cru não cura a intolerância à lactose, não trata alergias e não possui benefícios comprovados para o sistema imunológico humano.   

O leite cru ainda é raro… embora 11 milhões de americanos tenham relatado beber leite não pasteurizado pelo menos uma vez por ano em 2022, ainda representa apenas uma pequena fração de todo o leite vendido nos EUA

No Brasil, a venda de leite cru para consumo direto da população é proibida em todo o território nacional desde 1969, devido aos riscos à saúde humana e à potencial transmissão de doenças.

Fonte: Milkpoint

SP poderá ter proibição do uso da palavra carne em algumas embalagens; saiba o motivo.

Um projeto aprovado no plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) pede a proibição da utilização da palavra carne e seus sinônimos e derivados em embalagens, rótulos e publicidades de alimentos que não contenham carne em sua composição.

A proposta 304/2024, que foi analisada na última sessão de votação da casa no primeiro semestre de 2024, é de autoria dos deputados Lucas Bove (PL) e Carlão Pignatari (PSDB) e Gil Diniz (PL).

O texto recebeu relatório favorável após ser votado em reunião conjunta das Comissões de Constituição, Justiça e Redação; de Defesa dos Direitos do Consumidor; de Finanças, Orçamento e Planejamento.

Agora, segue para sanção do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O que é carne?

Pelo projeto, consideram-se como carne apenas os tecidos e massas comestíveis dos animais, comercializados em açougue ou outros estabelecimentos licenciados, englobando músculos, com ou sem base óssea, gorduras, miúdos e vísceras, in natura ou processados.

Por que a distinção?

Na justificativa da proposta, os deputados invocam o direito do consumidor a informações adequadas sobre as características, composição e riscos dos produtos que adquire.

Eles afirmam que os alimentos plant based (de origem vegetal), projetados para reproduzir o sabor e a textura dos produtos de origem animal, estão ganhando cada vez mais espaço nos mercados brasileiros.

Ressaltam ainda que o setor carece de uma regulamentação específica no país – e que a ausência de diretrizes claras pode levar a interpretações equivocadas por parte dos consumidores, criando um ambiente propício para práticas enganosas ou confusas por parte dos fabricantes.

Fonte: CNN

IMEA: Participação de fêmeas no abate é inferior a 50% em Mato Grosso pela 1ª vez no ano

A participação de fêmeas no abate total de bovinos ficou abaixo dos 50% no Estado de Mato Grosso pela primeira vez no ano no mês de junho, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea-MT) em relatório. O índice foi de 49,72%, o menor dos últimos seis meses. Também caiu 1,78% em relação a junho de 2023. De acordo com o Imea-MT, o Estado enviou 660,74 mil bovinos para o abate no mês passado, uma redução de 4,26% em relação a maio.

Embora a média histórica ainda indique participação elevada de vacas, a intensidade dos abates tem diminuído. Em termos anuais, houve variação positiva de 11,57% nos abates de fêmeas em relação a junho de 2023, quando o indicador era de 36%, segundo o Imea-MT.

Essa retração na participação de vacas no abate reflete uma mudança no ciclo pecuário do Estado. A tendência no curto prazo aponta para uma redução na oferta de animais para as indústrias de Mato Grosso, sinalizando um ajuste na dinâmica de produção e abate bovino.

Fonte: Estadão.

Texto retirado do site Beef point

SISP -Parceria com Centro Educacional Paula Souza visa registrar produção artesanal de origem animal no Serviço de Inspeção de São Paulo.

Com o objetivo de fomentar a formação de mão de obra qualificada e registrar as estruturas fabris de produtos de origem animal existentes em unidades do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETEPS), está em andamento uma parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e do Centro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (CIPOA). O projeto envolve os cursos de Agropecuária, Agroindústria, Alimentos e Afins do centro educacional.

As primeiras unidades do CEETEPS que podem receber a orientação para as adequações e, posteriormente, o registro do Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP) são as ETEC’s Prefeito José Esteves, em Cerqueira César, e a Orlando Quagliato, em Santa Cruz do Rio Pardo. As unidades possuem laboratório de processamento de lácteos e cárneos e abatedouro pedagógico e um laboratório de processamento de lácteos e cárneos, respectivamente.

“Nesse sentindo, justifica-se a necessidade de apoio às escolas na adequação de práticas, tanto no manejo dos rebanhos, quanto nas fases de processamento e acondicionamento dos produtos artesanais de origem animal, visando agregar valor ao excedente de produção pedagógico dos setores produtivos de bovinocultura de leite, ovinocultura e suinocultura”, comenta Adriana Sampaio Nunes, coordenadora de projetos do CEETEPS.

“O objetivo do projeto será a melhoria da produção de queijaria e charcutaria através de parcerias público-privada com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, República Francesa e Associação Paulista de Queijos Artesanais e Charcutaria na implementação de inovação tecnológica nos processos de produção de novos produtos e adequação a legislação”, acrescenta a coordenadora.

No último dia 21 a direção do CIPOA visitou as dependências das duas unidades. “Pudemos constatar as boas estruturas e equipamentos nos locais, o que nos trouxe grande alento sobre as possibilidades da parceria entre SAA/CDA e Centro Paula Souza. Estamos seguros quanto ao breve registro junto ao SISP nestes dois centros”, revela João Gustavo Loureiro, médico-veterinário e diretor do CIPOA.

Para Loureiro, com o SISP, os centros poderão fomentar o cunho acadêmico e a formação de seus alunos, além de produzir alimentos com a devida certificação de qualidade e, ainda, trazer sustentabilidade com a colocação de seus produtos em todo o Estado de São Paulo.

“A iniciativa, além de garantir segurança alimentar, é uma forma de agregar valor à mão de obra já qualificada pelo CEETEPS. É mais uma frente importante levantada pelo serviço de inspeção de São Paulo, que está fazendo uma revolução no que diz respeito à saudabilidade dos produtos de origem animal produzidos no Estado”, ressalta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Por Felipe Nunes

Texto retirado do site: Defesa agropecuária