Presente em 85 cidades e 7 capitais do país, a Food To Save projeta faturar R$ 72 milhões em 2024. O aplicativo atua contra o desperdício de alimentos e já salvou 2.300 toneladas de alimentos. Até o final deste ano, a meta é salvar mais de 4 mil toneladas. Para isso, a plataforma conecta clientes a lojas e restaurantes que possuem alimentos para consumo imediato, com até 70% de desconto. A startup soma mais de 3 milhões de downloads e 3.500 estabelecimentos cadastrados, como Cacau Show, Casa Bauducco, Havanna e Rei do Mate. Também integram o aplicativo redes de supermercados como Hortifruti, Natural da Terra, Hirota, Angeloni, Supernosso e Zona Azul.
Expansão
“Para 2024, pretendemos triplicar de tamanho. No ano passado, fizemos uma captação de R$ 14 milhões e trouxemos investidores estratégicos para o modelo, pessoas que já vem do mercado de food service e do mercado de retail para endossar ainda mais nossa tese. Já começamos o primeiro semestre chegando ao Sul e estamos reforçando nossa presença no Centro-Oeste do país. Além disso, a ideia é que a gente cubra as principais capitais até o fim do ano”, ressalta Lucas Infante, CEO e cofundador da Food To Save.
O PL foi promulgado nessa segunda-feira (15). Ao invés dos grampos, os estabelecimentos terão 3 meses para passar a usar fitas adesivas.
Câmara de SL proíbe uso de grampos metálicos para lacrar embalagens de alimentos entregues por delivery — Foto: Reprodução/ Site e.dona
A Câmara Municipal de São Luís aprovou o Projeto de Lei (PL) que proíbe o uso de grampos de metal ou ferro para lacrar embalagens de alimentos entregues por delivery. No lugar dos grampos, deverá ser usada uma fita adesiva para fechar a embalagem. O PL foi promulgado nessa segunda-feira (15).
A vereadora Fátima Araújo, autora do projeto, alegou que a importância desta medida seria para evitar “a contaminação física dos produtos alimentícios, por meio do contato com corpos estranhos vinculados à embalagem do produto”.
A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) vai investir R$ 120 bilhões no setor industrial alimentício do país até 2026.Playvolume
Do montante, R$ 75 bilhões serão destinados à ampliação e modernização de fábricas e o restante, R$ 45 bilhões, para pesquisa de desenvolvimento e inovação na área.
O anuncio aconteceu em uma reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, na terça-feira (16).
Segundo Alckmin, os aportes da Abia estão alinhados com os programas federais “Brasil Mais Produtivo” e “Depreciação Acelerada”, que também tem como objetivo impulsionar a produtividade da indústria brasileira.
Na ocasião, o vice-presidente explicou a necessidade de se investir no setor pelo seu forte crescimento no país.
“O Brasil é o maior exportador de alimento industrial de todo o mundo. (…) Como é um setor que está crescendo, diminuiu a ociosidade na indústria e vai ter que investir. Você estimula a renovação de máquinas e equipamentos para diminuir o “custo Brasil”, melhorar a produtividade, competitividade, descarbonização e eficiência energética”, afirmou o ministro.
Indústria de alimentos
Ainda na reunião, Alckmin pontuou como os programas federais têm auxiliado a indústria em diferentes segmentos.
De acordo com o vice-presidente, o “Brasil Mais Produtivo” – realizado em parceria com a ABDI, BNDES, Senai, Sebrae, Finep e Embrapii – destinou R$ 2 bilhões para atender micro, pequena e média empresa.
Segundo Alckmin, essas empresas representam 94% da indústria de alimentos.
O Ministério do Desenvolvimento cita que, no ano passado, o setor registrou o melhor desempenho e a maior capacidade instalada dos últimos 10 anos.
No primeiro semestre de 2024, a atividade alcançou US$ 32,2 bilhões em exportação de alimentos industrializados, um crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com a Associação, as indústrias brasileiras de alimentos e bebidas congregam 41 mil empresas que processam 61% de tudo o que é produzido no campo — 273 milhões de toneladas de alimentos por ano — e representam 10,8% do PIB do país.
Ao longo da história, a embalagem desempenhou um papel crucial no avanço do comércio e no crescimento urbano. Inicialmente, suas funções eram proteger, facilitar o transporte e preservar os produtos. Com a evolução da sociedade e das atividades econômicas, a embalagem passou a desempenhar novos papéis, como conservar, expor, vender os produtos e, por fim, atrair o consumidor por meio de um design atraente e comunicativo.
Com certeza você já deve ter pensando em como a embalagem pode influenciar nas atitudes de compra dos seus clientes, mas neste artigo iremos explorar as principais razões que vão te convencer a repensar sobre as suas embalagens de carne e o que você deve considerar ao fazer a escolha das mesmas.
Lembre-se: A embalagem é o veículo que permite a carne chegar ao consumidor e pode ser um vendedor “silencioso” do seu açougue.
A primeira impressão é a que fica…
Oscar Wilde já dizia “Nunca há uma segunda chance para causar uma boa primeira impressão.”
A embalagem é o primeiro contato do cliente com a aquisição. Afinal, é a partir dela que os consumidores formam suas opiniões e decidem se querem ou não continuar a explorar o que a loja tem a oferecer.
Vejam só o exemplo a seguir:
Conseguem perceber como a embalagem foi capaz de destacar o pedaço de carne? Deixou-o em evidência, atribuiu um novo formato com efeito marcante e destacou a cor e qualidade da carne.
Ou essa:
Carne com um aspecto bonito, sem acúmulo e extravazamento de líquidos. O consumidor está de olho nisso!
Segundo a pesquisa de Two Sides Brasil, as embalagens influenciam a decisão de compra, com maior ou menor frequência, em 99% dos casos. Para 32%, esta influência é constante e, para 41,75%, é frequente.
Já o Point of Purchase Advertising International (Popai) concluiu que 81% das decisões de compra são tomadas no ponto de venda, sendo a embalagem mediadora desse processo.
Confirmando esses dados, uma pesquisa divulgada pela multinacional Mead Westvaco, realizada em cinco países de três continentes, apontou o consumidor brasileiro como o “mais influenciado pela embalagem”. Dos entrevistados no Brasil, 52% afirmaram que a embalagem é muito ou extremamente importante para sua decisão, e 51% revelaram já ter comprado novos produtos por causa da embalagem.
Apesar disso, muitos donos de açougue acreditam que para o varejo de carnes esses dados não se aplicam. Que no caso da comercialização da carne, a embalagem não fará tanta diferença…
É essa mentalidade que precisamos mudar!
Mais tempo na prateleira
Se o seu produto permanecer mais tempo no ponto de venda, bem apresentado e dentro do prazo de validade, o consumidor também terá mais tempo para comprá-lo. Logo, seu desperdício diminui e suas vendas aumentam.
Afinal de contas, não existe nada pior do que investir em produtos de boa qualidade, na melhoria dos processos e no treinamento da mão de obra se depois perceber que o tipo de armazenamento escolhido não foi dos melhores e, por isso, a vida útil do alimento acabou diminuindo.
Esse é um diferencial importante em açougues que desossam, visto que o tempo de validade das carcaças e dos produtos em bandejas de isopor é extremamente curto.
Novas formas de vendas
Ao embalar o produto, você poderá vendê-lo em um novo formato, mais bonito e atrativo, em vez de simplesmente expor as carnes em gancheiras nos balcões. As embalagens oferecem a chance de criar uma apresentação mais elaborada e atraente. Essa abordagem além de valorizar os produtos aos olhos dos consumidores, aumenta a percepção de valor agregado.
Isso requer poucas mudanças na estrutura do seu açougue e te trará mais lucro.
Fidelize o seu consumidor
Será que o seu cliente sabe exatamente o que está comprando no seu açougue?
Muitas vezes, ao pedir o patinho moido ao açougueiro, o consumidor nem sempre sabe a procedência ou pergunta de qual marca está comprando. Por isso, fornecer o seu produto já porcionado e colocá-lo diretamente na gôndola para vender com a sua marca é um meio de fixar a sua identidade na mente do seu consumidor. Afinal, sua marca será exibida na embalagem, reforçando a lembrança do seu açougue, aumentando assim a probabilidade de retorno e recomendação para amigos e familiares.
Além de tudo isso, ao fornecer informações claras e transparentes sobre os produtos na embalagem, você oferece mais segurança e confiança aos clientes, o que é fundamental para construir uma base de clientes fiéis.
Transmita mensagens
Qualquer embalagem constitui também uma fonte importante de informações e de mensagens relevantes para os clientes. Se eles lembrarem que você o ajuda a resolver pequenos problemas no dia a dia, garantindo praticidade e perda de tempo certamente sua marca ficará na mente deles.
Visto tudo isso, apesar de existirem tantas pesquisas, dados e referências sobre a importância das embalagens por que será que os açougues não tem dado a devida importância?
Não estou dizendo que é simples! Melhores embalagens envolvem custos mais altos…
Mas o ponto é: você tem no mínimo dado atenção a isso e estudado formas de melhorar as suas embalagens o mais rápido possível?
Se eu fosse você não engavetaria esse assunto! Seu público tem se tornando cada vez mais exigente e está reparando atentamente nos detalhes!
Mas já que a embalagem é tão importante, como devo embalar meus produtos?
Para embalar a carne existem 3 tipos de máquinas que atendem a diferentes tipos de necessidades no mercado de carnes.
São elas:
· Termoformadora;
· Seladora de bandeja (termoseladora);
· Máquina de câmara a vácuo.
Se sua intenção é embalar diariamente grandes lotes de um produto, e no menor tempo possível, recomenda-se a termoformadora
Confira as vantagens:
• Flexibilidade para produzir designs de embalagens personalizados; • Capacidade de produção elevada e custo otimizado da embalagem; • O seu produto está protegido da melhor maneira possível; • Apresentação da mercadoria de forma atrativa e higiênica.
1. O material da embalagem é fornecido em bobinas; 2. O filme inferior é aquecido e o ar comprimido empurra o filme contra o molde para formar as cavidades. Estas são abastecidas com produto e seladas ao filme superior no molde de selagem, numa atmosfera aeróbia, a vácuo ou modificada; 3. As embalagens acabadas são descarregadas depois de serem cortadas.
Se você procura flexibilidade no abastecimento das embalagens e diferentes tamanhos, a melhor solução é: seladora de bandeja
As seladoras de bandeja podem ser abastecidas antecipadamente, o que torna o processo mais flexível. Isso pode ser adequado a produtos que necessitem de um maior grau de “acabamento manual” ou quando se pretende embalar vários produtos em conjunto. As vantagens são:
• Oferecer flexibilidade a baixo custo, graças à possibilidade de mudar rapidamente a forma e o tamanho das embalagens, o que as torna igualmente vantajosas do ponto de vista econômico (nos casos de menores volumes); • Poder embalar em materiais preparados para ir ao forno e ao micro-ondas, tais como folha de metal e plásticos adequados.
1. As bandejas pré-produzidas são abastecidas na máquina ou fora dela e cobertas com filme no molde de selagem, onde são seladas numa atmosfera aeróbia, a vácuo ou modificada; 2. As embalagens acabadas saem da máquina depois de seladas e cortadas.
Se você procura variedade. A melhor solução é: máquina de câmara a vácuo
Existem muitos produtos de diferentes tamanhos na sua empresa e você pretende embalá-los de forma não só atrativa, mas também eficiente? Então, a máquina de câmara a vácuo é a ideal para o seu caso. Flexíveis e com um custo de investimento bem acessível para quem está começando, as máquinas de câmara a vácuo podem ser úteis para embalar diversos tipos de produtos.
Seu tamanho permite que seja usada em pequenos espaços e seu fácil manuseio permite selar sacos a vácuo (retirando todo o ar) ou com atmosfera modificada (com gás dentro da embalagem para conservar o produto por mais tempo).
Após considerar as principais razões para repensar a abordagem em relação às suas embalagens de carne e conhecer um pouco sobre as máquinas embaladoras de carne, lembre-se da importância de escolher fornecedores confiáveis para fornecer as soluções ideais para o seu açougue.
AAgência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibilizou, um novo guia abrangente para orientar a determinação dos prazos de validade de alimentos comercializados no Brasil. Este documento, que entra em vigor imediatamente, visa aprimorar os padrões de segurança alimentar e foi desenvolvido com base em referências internacionais reconhecidas.
O guia estabelece diretrizes fundamentadas nas melhores práticas regulatórias, incluindo contribuições de autoridades da Austrália, Nova Zelândia e da Aliança Internacional de Associações de Alimentos e/ou Suplementos Dietéticos (International Alliance of Dietary/Food Supplements Associations – IADSA). Além disso, incorpora tecnologias de conservação recomendadas pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (European Food Safety Authority – EFSA).
Esta segunda versão do guia foi cuidadosamente revisada para atualizar terminologias, aprimorar metodologias e incorporar feedbacks da sociedade e de especialistas, recebidos durante o primeiro período de consulta pública.
Dividido basicamente em duas partes, o documento explica conceitos teóricos sobre as alterações que afetam alimentos e apresenta métodos e protocolos para determinar seus prazos de validade.
As orientações contidas no guia ficarão disponíveis para contribuições por 180 dias. Para participar, basta acessar o link http://pesquisa.anvisa.gov.br/index.php/116479?lang=pt-BR e enviar suas sugestões até o final do período estabelecido.
Os especialistas pedem aos consumidores de leite cru que considerem os riscos.
Leite cru é a tendência mais recente dos americanos de viver no limite, sobre a qual os influenciadores não param de falar. Ao contrário do produto de supermercado que é aquecido para matar bactérias nocivas em um processo conhecido como pasteurização, o leite cru permanece inalterado depois de sair do úbere da vaca.
Com notas herbáceas e textura cremosa, para muitos o leite cru traz um gosto idílico do campo, vivendo em tempos mais simples, quando o padrão era o do celeiro à mesa. No entanto, especialistas em segurança alimentar alertam que o consumo de leite cru traz o risco de ingestão de patógenos como E.coli, salmonela e, mais recentemente, exposição à gripe aviária que tem infectado o gado nos Estados Unidos (EUA).
É preciso abrir um breve parênteses aqui sobre a questão da disseminação desse tipo de ideia em terras americanas e brasileiras, já que lá culturalmente e até legalmente há uma liberdade imensa de se propagar qualquer tipo de ideia por mais absurda que pareça e é por essa razão que tantas correntes, muitas vezes bizarras surgem na terra do tio Sam. Outro ponto para equalizar a comparação na mente do leitor é que o nível técnico das fazendas americanas é substancialmente melhor do que a grande massa brasileira e, portanto, o risco microbiológico também é diferente nesta comparação.
A nova ameaça não prejudicou a crescente popularidade da bebida – até deixou alguns aventureiros mais ansiosos para consumir o leite cru. Mas o que a ciência diz sobre os impactos do leite cru na saúde humana?
Gripe aviária alimenta febre do leite cru
Embora o interesse tenha aumentado recentemente, o leite cru está de volta há algum tempo nos EUA. Décadas de restrições estaduais e uma proibição federal em 1987 de vender leite cru através das fronteiras estaduais limitaram o consumo principalmente às pessoas que vivem em comunidades agrícolas. Hoje, porém, o leite que não passou pelo tratamento de calor – leite cru – está mais popular do que era desde que a pasteurização se tornou o padrão ouro para a segurança dos laticínios em meados do século passado.
As vendas de leite cru aumentaram 21% desde que a gripe aviária foi detectada pela primeira vez no gado dos EUA em março e aumentaram 65% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a NielsenIQ.
Muitos defensores do leite cru apontam para a falta de evidências de que um ser humano possa contrair o vírus ao beber leite de vaca. Para alguns, a gripe aviária torna-o mais atrativo: o produtor de laticínios Mark McAfee, fundador do Raw Milk Institute, relatou um aumento na demanda entre os clientes que acreditam que o consumo de leite cru poderia dar imunidade à gripe aviária.
Entretanto, um recente estudo feito por pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison e do Laboratório de Diagnóstico Médico Veterinário Texas A&M, publicado no New England Journal of Medicine, indicou que o leite cru contaminado com o vírus da gripe aviária (H5N1), sem passar pelo processo de pasteurização, pode transmitir a doença para ratos, sugerindo que o consumo de leite cru não é seguro para humanos.
O renascimento do leite cru
O aumento no interesse pelo leite cru começou no início dos anos 2000, pelos moradores urbanos da nova era que escovam os dentes com carvão e pagam voluntariamente a mais por qualquer coisa que contenha a palavra “artesanal”. Foi vendido na Whole Foods, grande rede varejista americana, pelo menos até 2010.
Recentemente, a oposição às restrições à venda de leite cru tornou-se uma cruzada cultural para alguns conservadores, que acreditam que os especialistas em saúde estão exagerando sobre os riscos. Alguns defensores elogiam os seus supostos benefícios para o sistema imunológico e o bioma intestinal.
Mas os especialistas dizem que pense duas vezes
Especialistas em segurança alimentar alertam que o leite cru é arriscado: Alex O’Briend, do Center of Dairy Research, comparou isso a “jogar roleta russa com sua saúde”, de acordo com a NBC Bay Area .
O CDC afirma que 2.645 pessoas adoeceram e 228 foram hospitalizadas em surtos ligados ao leite cru entre 1998 e 2018. As áreas onde a venda de leite cru era legal sofreram 3,2 vezes mais surtos do que locais onde era proibido.
Embora poucas mortes tenham sido registradas, a Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador da indústria alimentar e farmacêutica nos EUA, adverte que os sintomas de intoxicação alimentar associados ao leite cru podem variar desde diarreia a eventos potencialmente fatais, como um acidente vascular cerebral.
A propagação da gripe aviária entre o gado, que atualmente é extremamente rara, mas potencialmente mortal para os seres humanos, pode aumentar os riscos. Até agora, a gripe aviária foi detectada em 49 rebanhos de vacas em nove estados, com fragmentos mortos do vírus (que a FDA diz serem inofensivos) encontrados no leite pasteurizado. Embora não haja certeza se as pessoas podem contraí-lo bebendo leite cru, a ingestão do vírus vivo aumenta as chances de que ele evolua e passe de mamífero para mamífero.
Especialistas também questionam os supostos benefícios à saúde do leite cru. Pesquisadores da UC Davis não encontraram muitas bactérias benéficas em amostras de leite cru, mas descobriram que o leite cru armazenado à temperatura ambiente é um terreno fértil para micróbios resistentes a antibióticos que podem representar um risco para a saúde humana.
A FDA compilou estudos que desmentem mitos associados ao consumo de leite cru, não pasteurizado. É uma revisão bibliográfica que mostra que o leite cru não cura a intolerância à lactose, não trata alergias e não possui benefícios comprovados para o sistema imunológico humano.
O leite cru ainda é raro… embora 11 milhões de americanos tenham relatado beber leite não pasteurizado pelo menos uma vez por ano em 2022, ainda representa apenas uma pequena fração de todo o leite vendido nos EUA.
No Brasil, a venda de leite cru para consumo direto da população é proibida em todo o território nacional desde 1969, devido aos riscos à saúde humana e à potencial transmissão de doenças.
Um projeto aprovado no plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) pede a proibição da utilização da palavra carne e seus sinônimos e derivados em embalagens, rótulos e publicidades de alimentos que não contenham carne em sua composição.
A proposta 304/2024, que foi analisada na última sessão de votação da casa no primeiro semestre de 2024, é de autoria dos deputados Lucas Bove (PL) e Carlão Pignatari (PSDB) e Gil Diniz (PL).
O texto recebeu relatório favorável após ser votado em reunião conjunta das Comissões de Constituição, Justiça e Redação; de Defesa dos Direitos do Consumidor; de Finanças, Orçamento e Planejamento.
Agora, segue para sanção do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O que é carne?
Pelo projeto, consideram-se como carne apenas os tecidos e massas comestíveis dos animais, comercializados em açougue ou outros estabelecimentos licenciados, englobando músculos, com ou sem base óssea, gorduras, miúdos e vísceras, in natura ou processados.
Por que a distinção?
Na justificativa da proposta, os deputados invocam o direito do consumidor a informações adequadas sobre as características, composição e riscos dos produtos que adquire.
Eles afirmam que os alimentos plant based (de origem vegetal), projetados para reproduzir o sabor e a textura dos produtos de origem animal, estão ganhando cada vez mais espaço nos mercados brasileiros.
Ressaltam ainda que o setor carece de uma regulamentação específica no país – e que a ausência de diretrizes claras pode levar a interpretações equivocadas por parte dos consumidores, criando um ambiente propício para práticas enganosas ou confusas por parte dos fabricantes.
A participação de fêmeas no abate total de bovinos ficou abaixo dos 50% no Estado de Mato Grosso pela primeira vez no ano no mês de junho, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea-MT) em relatório. O índice foi de 49,72%, o menor dos últimos seis meses. Também caiu 1,78% em relação a junho de 2023. De acordo com o Imea-MT, o Estado enviou 660,74 mil bovinos para o abate no mês passado, uma redução de 4,26% em relação a maio.
Embora a média histórica ainda indique participação elevada de vacas, a intensidade dos abates tem diminuído. Em termos anuais, houve variação positiva de 11,57% nos abates de fêmeas em relação a junho de 2023, quando o indicador era de 36%, segundo o Imea-MT.
Essa retração na participação de vacas no abate reflete uma mudança no ciclo pecuário do Estado. A tendência no curto prazo aponta para uma redução na oferta de animais para as indústrias de Mato Grosso, sinalizando um ajuste na dinâmica de produção e abate bovino.
Com o objetivo de fomentar a formação de mão de obra qualificada e registrar as estruturas fabris de produtos de origem animal existentes em unidades do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETEPS), está em andamento uma parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e do Centro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (CIPOA). O projeto envolve os cursos de Agropecuária, Agroindústria, Alimentos e Afins do centro educacional.
As primeiras unidades do CEETEPS que podem receber a orientação para as adequações e, posteriormente, o registro do Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP) são as ETEC’s Prefeito José Esteves, em Cerqueira César, e a Orlando Quagliato, em Santa Cruz do Rio Pardo. As unidades possuem laboratório de processamento de lácteos e cárneos e abatedouro pedagógico e um laboratório de processamento de lácteos e cárneos, respectivamente.
“Nesse sentindo, justifica-se a necessidade de apoio às escolas na adequação de práticas, tanto no manejo dos rebanhos, quanto nas fases de processamento e acondicionamento dos produtos artesanais de origem animal, visando agregar valor ao excedente de produção pedagógico dos setores produtivos de bovinocultura de leite, ovinocultura e suinocultura”, comenta Adriana Sampaio Nunes, coordenadora de projetos do CEETEPS.
“O objetivo do projeto será a melhoria da produção de queijaria e charcutaria através de parcerias público-privada com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, República Francesa e Associação Paulista de Queijos Artesanais e Charcutaria na implementação de inovação tecnológica nos processos de produção de novos produtos e adequação a legislação”, acrescenta a coordenadora.
No último dia 21 a direção do CIPOA visitou as dependências das duas unidades. “Pudemos constatar as boas estruturas e equipamentos nos locais, o que nos trouxe grande alento sobre as possibilidades da parceria entre SAA/CDA e Centro Paula Souza. Estamos seguros quanto ao breve registro junto ao SISP nestes dois centros”, revela João Gustavo Loureiro, médico-veterinário e diretor do CIPOA.
Para Loureiro, com o SISP, os centros poderão fomentar o cunho acadêmico e a formação de seus alunos, além de produzir alimentos com a devida certificação de qualidade e, ainda, trazer sustentabilidade com a colocação de seus produtos em todo o Estado de São Paulo.
“A iniciativa, além de garantir segurança alimentar, é uma forma de agregar valor à mão de obra já qualificada pelo CEETEPS. É mais uma frente importante levantada pelo serviço de inspeção de São Paulo, que está fazendo uma revolução no que diz respeito à saudabilidade dos produtos de origem animal produzidos no Estado”, ressalta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.